MARCO AURÉLIO GARCIA ECONOMIA E FINANÇAS

 

 


 

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TAB. FINANCEIRAS -  SETOR EXTERNO - JUROS E CÂMBIO

 

 TAB. FISCAIS - TAB. ANUAIS E SELIC - IPCA IGPM - MOEDA

ARTIGOS - ART. PREVID.

 

 ART. SELIC (GRÁFICOS)

 

ART. INFLAÇÃO - POSTS DO BLOG

 


ARTIGOS / GRÁFICOS

1) POLÍTICA MONETÁRIA: CORRELAÇÕES ENTRE A TAXA BÁSICA E A  TAXA DE MERCADO.

 

2) RELAÇÃO SELIC X DI 360 X IGPM X IPCA

 

3) RELAÇÃO FLUXOS CAMBIAIS (saldos) X VAR. CAMBIAL X SELIC X DI 360.

 

4) A INFLAÇÃO: CORRELAÇÕES 2004 E 2007/08.

 


1) POLÍTICA MONETÁRIA: RELAÇÕES ENTRE A TAXA BÁSICA E A  TAXA DE MERCADO. 01/2007.

 

MOTIVO: artigos escritos (inclusive por economistas) explicando erradamente os efeitos da taxa básica.

INTRÓITO - estamos considerando uma economia aberta e modelos dinâmicos. O tempo influenciando nas variáveis (endógenas, as que influenciam e são influenciadas pelo modelo e, exógenas, as que influenciam mas não são influenciadas). A variável controlável é a SELIC (as taxas de juros de mercado não são controláveis). INTERDEPENDÊNCIA: A mudança em variável controlável afeta diversas outras pelo efeito da contaminação (os efeitos acontecem sucessivamente, em momentos sequenciais). Os efeitos no curto prazo podem ser diferentes do longo prazo (os juros de cp podem subir e os de lp caírem), no primeiro momento ser diferente dos seguintes. As leis econômicas são dinâmicas, sempre um processo em movimento. Leis ou postulados econômicos são enunciados de tendências.

1) CONCEITOS BÁSICOS.

Taxa Básica de juro (é uma taxa de curto prazo fixada pela autoridade monetária) = ib = Selic (Brasil) = Fed. Funds. (USA).

Taxa de juro de mercado de longo prazo = imlp.

a) TAXA DE JURO DE MERCADO DE LONGO PRAZO (imlp):

É a estabelecida pelo livre mercado (oferta e demanda). São as diversas taxas que em um dado momento e para vários prazos formam a curva da taxa de juro. Em um ambiente econômico-financeiro de livre mercado, sem crise de confiança (principalmente com expectativas positivas, neutras e ou racionais), a taxa de longo prazo é a melhor medida (diretriz) para definir-se a taxa de equilíbrio (estamos falando em conceitos dinâmicos). A taxa de equilíbrio (neutra) é o ponto mais negociado da taxa de longo prazo (imlp). A taxa de juro de longo prazo é a variável pela qual os agentes que têm valores em jogo precificam a inflação futura e a remuneração pelo capital financeiro (é o preço aceito pelos dois lados). É importante estudar a tendência da curva da imlp (se ascendente ou descendente) e a sua evolução no tempo (se ascendente ou descendente). A inclinação da curva de juros de mercado mais vertical indica taxa básica baixa (expansionista). Quanto menos vertical a curva (juros longos caindo), tendendo para plana, indica que a taxa básica está próxima do correto. A imlp é a base para a tomada de decisão na fixação da ib. A imlp é maior em países com déficit nominal e má qualidade na gestão dos gastos públicos (poupança e investimentos públicos pequenos em relação ao PIB). A credibilidade e confiança passadas pela autoridade monetária (e governo) também influencia a curva de juros. Uma oposição política forte e com propostas demagógicas influencia negativamente a curva de juros de mercado. 

b) TAXA BÁSICA (ib):

É a taxa (de curto prazo) pela qual a autoridade monetária (Banco Central) remunera as sobras de moedas no mercado (através dos bancos), estimulando ou desestimulando a monetização da economia. Teoricamente a taxa básica de juro (de curto prazo) deveria oscilar em torno da taxa de equilíbrio (+ - 0,25%). Evidentemente, se houver ameaça inflacionária, o BC coloca, temporariamente, a taxa básica acima desse nível de equilíbrio para fazer com que essa ameaça seja debelada. O inverso vale quando há ameaça de deflação e de recessão (ou desaceleração indesejada).

c) PONTO NEUTRO OU DE EQUILÍBRIO:

A definição prática mais aceitável para o ponto de equilíbrio (ou neutro) é a taxa de juro mais negociada acima de 360 dias (no Brasil o DI 360, nos USA o T-Note de 2 ou de 5 anos). A taxa de juro de equilíbrio de longo prazo depende de vários fatores, entre os quais a situação fiscal (mais ou menos déficit) e o endividamento público, a credibilidade do BC (segurança), a taxa de investimento, o grau de abertura da economia, a eficiência do sistema financeiro, etc. É a taxa onde as forças da oferta e da demanda se encontram e se equilibram, atingindo o máximo produto e utilização dos fatores de produção (inclusive o trabalho) sem provocar inflação (nas crises, o efeito manada, distorce a taxa). Essa taxa, teoricamente, é aquela em que a economia atinge a sua mínima taxa de desemprego sem inflação.

2) POLÍTICA MONETÁRIA:

A política monetária pode classificar-se como: a) EXPANSIONISTA quando a taxa básica fica abaixo da de equilíbrio (os agentes econômicos não têm motivação para aplicar suas poupanças no BC, dirigindo-as para o mercado, não acontece retirada moeda do mercado); b) CONTRACIONISTA quando a taxa básica fica acima da taxa de equilíbrio (estando a taxa básica acima da de mercado, os agentes econômicos ficam motivados a aplicar suas poupanças no BC, retirando moeda do mercado.); c) NEUTRA quando a taxa básica é fixada igual à taxa de equilíbrio. Pode também ser classificada como: a) CAUTELOSA E TEMPESTIVA; b) CAUTELOSA E QUE SE ANTECIPA (PREVENTIVA); c) PRUDENTE; d) IMPRUDENTE (frouxa). A política monetária expansionista apesar de ser atraente (defendida pelos economistas mágicos ou autodenominados desenvolvimentistas), pois provoca um crescimento artificial no início (maior quantidade de moeda no mercado), que agrada a todos (não é sustentável nem consistente no tempo, pois forma bolhas, aumentos de preços dos ativos maior do que a inflação), causa males profundos e que exigem ações corretivas sempre radicais e que causam grandes sofrimentos. Além da inflação, do desequilíbrio dos preços relativos, da redução do poder de compra dos salários, do aumento dos juros reais, pode valorizar alguns ativos artificialmente (quando a correção vem pode provocar quebras, crise de crédito, de liquidez e de solvência). O crescimento da demanda ocorre em velocidade maior que o da oferta. A política monetária neutra ou contracionista, menos atraente no início, por ser mais realista, tem como grande atrativo o crescimento consistente e sustentável, sem inflação, com preços relativos equilibrados, as valorizações dos ativos não são artificiais (são reais), o poder de compra dos salários não diminui, até aumenta. Com os ganhos de produtividade os preços podem cair e os salários aumentar (relativos). A velocidade do crescimento da demanda e da oferta são equilibradas. A distância da taxa básica para a de equilíbrio é que motiva mais ou menos os agentes econômicos a aplicarem suas poupanças com o BC (retira moeda do mercado).

Relação déficit  público x  taxa de juro básica x  taxa de juro de mercado: o déficit público influencia as taxas de juro de mercado através da demanda por crédito pelo estado ou da monetização da economia, por extensão a taxa básica.

2.1) MOEDA X OUTROS ATIVOS (FORMAÇÃO DE BOLHAS): A escolha dos agentes econômicos (consumidores, investidores e poupadores) entre a Moeda e outros Ativos financeiros ou não é fundamental (isto é aceito por todos, keynesianos e clássicos).  Se a Moeda pátria não é aceita como Reserva de Valor (Moeda mais Juros) a turma foge para outros ativos (bolsa, imóveis, moedas estrangeiras, etc.), podendo formar bolhas (véspera da crise). Não existe nada pior para uma economia do que a desmoralização de sua moeda (bom senso). A combinação taxa básica expansionista e negativa (menor do que a inflação) é a receita para formação de bolhas (é o que podemos definir como política monetária expansionista e imprudente, o pior dos mundos).

2.2) WICKSELL - FISHER:  Wicksell disse que um processo inflacionário se constata quando a taxa natural de juros (neutra, de equilíbrio) inicia uma tendência de alta. A causa dos processos inflacionários são os juros de mercado baixos em relação ao natural (neutro ou de equilíbrio). Fisher complementa o raciocínio introduzindo o conceito de comparação entre os juros de mercado (nominal, ex-ante, fruto das expectativas de inflação, efetivamente planejado.), com o juro acontecido (real, ex-post, efetivamente realizado.). Se as expectativas de inflação são maiores do que os juros de mercado é o pior dos mundos para o processo inflacionário. Para ele a inflação alimenta a expectativa de que os preços continuarão a subir.

2.3) JURO FIXO X SELIC X ÍNDICES: o detentor de poupança ao fazer uma aplicação financeira tem de escolher entre: a) juro fixo nominal; b) juro nominal mais um índice de correção; c) um percentual do CDI ou da Selic diária. Ao fazer a escolha o poupador (consciente ou inconscientemente) está comparando o juro obtido (efetivamente pactuado) com a inflação prevista (planejada) e com a evolução das taxas de juros. Um título corrigido por CDI, Selic ou índice, é como comprar um seguro contra a inflação futura e movimentos (evolução) das taxas de juros. Um título com taxa pré fixa corre o risco das taxas de mercado subirem, neste caso o valor de mercado do mesmo ficará abaixo do nominal - de face - (o inverso é verdadeiro, queda nas taxas fixas fazem o valor de mercado do título ficar acima do de face, o nominal).   

 

A ESCOLHA DOS POUPADORES: MOEDA PÁTRIA X OUTROS ATIVOS

ATIVO

RISCOS

RENDA DOS POUPADORES

DESTINO, FINALIDADE

MOEDA (preferência pela liquidez)

Guarda

Evita perda com deflação,

desvalorizações de títulos e insolvências.

Entesourar moeda.

APLIC. FINANC. Renda Fixa Pré

Inflação, Juros subirem (cai valor títulos)

Juros (- Inflação - IRF).

Financiamentos (empresas e pessoas).

APLIC. FINANC. CM, Índices A parte de juros subir (cai valor títulos) Juros + CM - IRF Financiamentos (empresas e pessoas).

BOLSA

Desvalorizações

Dividendos. + - Variações no valor

Aumento de Capital, Transferências.

IMÓVEIS, TERRENOS, AMPLIAÇÕES

Liquidez, desvalorizações

Alugueis + -  Variações no Valor

Locatários (empresas e pessoas).

ESTOQUES, MAQUINÁRIOS Depreciações tecnológicas (inovações) Valorizações Consumo futuro.

OUTRAS MOEDAS

Desvalorizações

Juros + - Variações Cambiais

Câmbio.

OURO Desvalorizações Valorizações Entesourar

 

 

 

O FLUXO DE CRIAÇÃO DA MOEDA

EMISSÃO DE MOEDA

100

CRIA DEPÓSITO

97

CRIA EMPRÉST.

90

CRIA DEPÓSITO

87

CRIA EMPREST. 80 CRIA DEPÓS.. 77

E ASSIM SUCESSIVAMENTE. PARA CADA 100 DE EMISSÃO DE MOEDA SÃO CRIADAS MAIS, DE 700 A 1100 NOVAS MOEDAS 

(CHAMADAS FIDUCIÁRIAS OU BANCÁRIAS).

 

MATRIZ RESUMIDA DAS TENDÊNCIAS DE VARIÁVEIS A PARTIR DE MUDANÇAS NA TAXA BÁSICA(SELIC)

ib e imlp

CP

LP

ib  

imcp

imlp

PIB  

 C     I  

INFL.

Poup.

EXP.

IMP.

 

PIB

 

ib >  imlp

 

Contr. Monet.

CP

+

+

-

-

 - -

-

+

+

-

Redução atividades

LP - - - + + + - + + - Cresc. Sustentado

ib <  imlp

 

Expans. Monet.

CP + -

+

+

+ +

+

-

-

+

Cresc. não Sust.

LP + + + - - - + - - + Bolha

CP (curto prazo) = primeiro momento; LP (longo prazo) = segundo momento; imlp = juro de mercado de equilíbrio de lp; imcp = juro de mercado de curto prazo.

a) COM A ECONOMIA EM EXPANSÃO (conjuntura prospectiva de crescimento, expansionista): a taxa básica fixada acima da taxa neutra tem efeito contracionista; fixada abaixo da taxa neutra provoca inflação e bolha (preços dos ativos sobem acima dos IPCs) ao invés de mais crescimento. Com os preços subindo acima da meta o BC deve fixar a taxa básica acima da de equilíbrio (ou neutra). Os agentes fazem aplicações no BC (através dos bancos) = retirada de moeda do mercado (contração monetária, retração de empréstimos). Se o BC, ao contrário, fixar a taxa básica abaixo da neutra o efeito expansionista será imediato e absurdo provocando inflação e bolha (preços dos ativos sobem acima dos IPCs). Retirando moeda do mercado ele reduz os depósitos bancários, reduzindo por conseqüência os empréstimos e assim sucessivamente, desestimulando as atividades (a demanda e a inflação).

Aplicações em títulos do TN = a moeda continua no mercado (o gasto acontece através do TN). Apenas se acontecer Superávit Público Nominal e o TN depositar o valor no BC é que é = a retirada de moeda do mercado. Se o Superávit for utilizado para pagar dívida do TN a moeda continua no mercado (o efeito imediato é a redução das taxas de juros de mercado, por extensão da taxa básica). A redução da demanda do estado (G) é compensada pelo aumento de recursos com a iniciativa privada. Os juros caem pela redução das captações pelo estado.

b) COM A ECONOMIA EM CONTRAÇÃO (ou conjuntura prospectiva contracionista): Neste caso o BC deve fixar a taxa básica abaixo da  neutra. O efeito expansionista da taxa básica apesar de nulo para conseguir crescimento, evita mais contração. Os agentes continuam com suas aplicações no mercado (não acontece contração monetária), mas como a conjuntura já está recessiva continua da mesma maneira (mas com menos força). Estando a conjuntura em transição, saindo da recessão, com os preços aos consumidores subindo acima da meta e os dos ativos que não moeda evoluindo acima destes, a taxa básica sendo fixada abaixo do ponto neutro agravará o cenário. A história monetária e a prática têm demonstrado que o efeito expansionista da taxa básica (o efeito expansionista da moeda) atua mais nos preços dos Ativos que Não Moeda (financeiros ou não), formando Bolhas, do que no crescimento real da economia (acontece inflação ao invés de crescimento econômico). Estando a conjuntura em recessão os efeitos acontecem nos preços dos ativos (acima dos efeitos nos preços dos bens de consumo). A conjuntura recessiva continua, agravada pelo desequilíbrio nos preços relativos e pela redução nos salários reais. A correção da economia em desequilíbrio (preços relativos e bolhas) apenas atrasa. Para evitar contração a receita é aumento dos gastos públicos (déficit público de 3%, com máximo de 5% do PIB, até que as atividades e expectativas revertam para retorno da normalidade) e fixar a taxa básica abaixo da neutra.

 

VARIÁVEIS A  ANALISAR PARA FIXAÇÃO DA SELIC:

1) se a taxa Básica menos IRF está acima ou abaixo da inflação e da taxa de juro de equilíbrio (ponto mais negociado da curva de juro de LP.). Se a taxa básica (líquida de IRF) está positiva ou negativa frente a inflação (3 últimos meses e projeção);

2) a tendência e a evolução da curva de taxa de juros (se o ponto mais negociado está acima de 1 ano; se o maior volume negociado está acima de 1 ano);

3) a evolução dos índices dos preços (inclusive estratificação) aos consumidores, no atacado, dos ativos que não moeda (financeiros ou não);

4) o percentual de utilização dos fatores de produção (trabalho, capital, recursos naturais; tecnologia), inclusive estratificação (tendência da utilização da capacidade instalada, PIB potencial). O nível de utilização (e a tendência) da capacidade instalada (NUCI);

5) os estoques;

6) o fluxo cambial (inclusive o Bal. de Pagamentos), o câmbio (evolução e tendência), os preços das commodities;

7) a conjuntura:PIB negativo com tendência descendente = economia em recessão (expectativas dos agentes negativas e pessimistas) ou com tendência ascendente (saindo da recessão). PIB positivo com tendência ascendente = economia em expansão (expectativas dos agentes positivas e otimistas), ou com tendência descendente = economia desacelerando. A Volatilidade e a Previsibilidade;

8) contas públicas deficitárias ou superavitárias;

9) dívida pública e seu perfil.

2.4) PARA REDUZIR A INFLAÇÃO: Fazer ib maior que imlp (contração monetária) - a redução da quantidade de moedas no mercado reduz as atividades econômicas, reduz a propensão a consumir (o consumo interno), reduzindo por extensão a demanda interna (consumo e investimentos) e a pressão sobre os preços (inflação), aumentando por outro lado a propensão a poupar. As taxas de juros pré fixos de lp caem acompanhando as expectativas da inflação. Uma taxa básica menor do que a neutra fará as expectativas de inflação e os juros de mercado de lp subirem.

Medidas complementares no combate à inflação: Depósitos compulsórios; Compra ou venda de títulos públicos; Compra ou venda de moedas inclusive atuação em mercados futuros; I. O. F. = Imposto sobre Operações Financeiras; Reduzir prazos de financiamentos através de normas prudenciais.

2.5) COM RECESSÃO E DEFLAÇÃO:

Fazer ib menor que imlp (expansão monetária) - pode aumentar a propensão a consumir, as atividades econômicas, a demanda interna (consumo e investimentos). A médio ou longo prazo aumenta a pressão sobre os preços (inflação), criando uma bolha de crescimento (não sustentável no tempo). Complementar com política fiscal (aumentar gastos públicos com investimentos e até correntes desde que temporários).

2.6) DISTÂNCIA  ENTRE a ib, a TAXA DE EQUILÍBRIO e a externa - É o AMBIENTE ECONÔMICO e a inflação desejada que definem em quanto a taxa básica deve ser fixada acima da taxa de equilíbrio. O GRAU DE CONFIANÇA E DE CREDIBILIDADE (AMBIENTE INTERNO) passado pelas autoridades (monetárias, governamentais, enfim pelas instituições), os números do país (reservas, saldos do balanço comercial, fiscal e em transações correntes, dívidas externa e interna) e a conjuntura (interna e externa), que definem a taxa de juro de equilíbrio interna, a de financiamentos externos para o Brasil (juros mais o risco Brasil) e a distância entre elas. No Brasil a taxa interna de equilíbrio é superior à externa (para o país), já no Japão e na Suíça acontece o inverso. A maior ou menor prudência reflete-se na distância entre a ib e a imlp. 

2.7) EFEITOS DA TAXA BÁSICA (SELIC) –

a) NO BALANÇO COMERCIAL E NO CÂMBIO - A taxa básica muito acima da de equilíbrio diminui a demanda interna, motiva as empresas para as exportações (demanda externa) e reduz as importações. O aumento das exportações e a redução das importações podem fazer a relação cambial ficar favorável à moeda pátria, que se valoriza. Nos países com demandas não satisfeitas ou reprimidas, principalmente os em desenvolvimento, a taxa básica pode ser fixada acima da taxa de equilíbrio em um patamar que provoque o aumento das exportações, mantém a inflação em um nível considerado aceitável e aumenta as importações (é o caso do Brasil no momento). A taxa básica fixada abaixo da de equilíbrio aumenta o consumo interno e reduz a motivação para as exportações (aumenta as importações).

b) NA TAXA DE JURO LONGO PRAZO  – Se a autoridade monetária fixar uma taxa básica que passe insegurança, fará com que os agentes econômicos fiquem inseguros quanto ao futuro e subam a taxa de juro de longo prazo (prevendo aumento da inflação). Neste sentido a fixação de uma taxa básica muito baixa provoca efeito reverso (sobe a taxa de juro de longo prazo). A fixação correta da taxa básica (quando objetiva-se a redução da inflação) faz a taxa de juro de longo prazo cair. A curva dos DI 360, ao longo dos dias ficará descendente (a curva, do dia, dos juros de mercado de lp, reduzirá a tendência ascendente, podendo até ficar descendente).

“Ao longo dos anos 90, fiquei muito impressionado com a facilidade com que passamos a influenciar, com a política monetária, a taxa de juros de longo prazo. Ficou mais fácil cumprir a missão.” Alan Greenspan.

 

RELAÇÕES TAXA BÁSICA X CURVA DA TAXA DE JUROS (TAXA DE 1 DIA; TAXA DE 1 ANO; PONTO

MAIS NEGOCIADO; TAXA MAIS LONGA; VOLUMES NEGOCIADOS.).

 

VARIÁVEIS IMPORTANTES NO ESTUDO DA FIXAÇÃO DA TAXA BÁSICA: a) taxa de juros de 1 dia; b) taxa de juros de 1 ano; c) ponto mais negociado da curva de juros; d) taxa mais longa; e) maiores volumes negociados; f) inflação ascendente ou descendente; g) juros longos da curva ascendentes ou descendentes; h) percentual de itens de preços pesquisados subindo (se maior do que 45%, é o início do processo inflacionário). Estes pontos da curva da taxa de juros de mercado são variáveis importantes da conjuntura presente e prospectiva (expectativas). É a visão que os agentes do mercado que colocam valores em jogo têm do presente e do futuro (suas expectativas). São avisos importantíssimos para o analista econômico-financeiro. Quem não entende isto não entende de política monetária.   

PONTO MAIS NEGOCIADO: se abaixo de 1 ano significa que a taxa básica está muito baixa. O ponto mais negociado deve estar sempre acima de 1 ano.

VOLUMES NEGOCIADOS: Se o maior volume estiver abaixo de 1 ano significa que a taxa básica está muito baixa. O maior volume deve estar sempre acima de 1 ano. Se os volumes negociados da curva de juros estiverem migrando de prazos longos para curtos, significa que os agentes estão com expectativas inflacionárias ascendentes e considerando a política monetária inadequada (frouxa).

A TAXA BÁSICA (taxa que o BC paga para reduzir a monetização da economia) pode ser fixada nos intervalos:

a) Menor do que a taxa de 1 dia: neste caso a atuação do BC fica inócua, pois sendo menor do que a taxa de mercado de 1 dia, os agentes não aplicarão com o BC, portanto não acontecerá contração monetária;

b) Maior do que a taxa de 1 dia mas menor do que a taxa de 1 ano e que o ponto mais negociado da curva: neste caso a atuação do BC será inócua (com a liquidez nas negociações dos títulos do TN, o mercado paga mais). Somente se o BC tiver credibilidade e demonstrar que o viés da taxa básica será de alta (ou as expectativas forem de baixa na inflação) é que conseguirá os primeiros efeitos positivos;

c) Maior do que a taxa de 1 ano mas menor do que o ponto mais negociado. Se o BC tiver credibilidade e o mercado acreditar que a taxa básica irá subir (ou que a inflação irá cair) os primeiros efeitos acontecerão;

d) Acima do ponto mais negociado. Neste caso a taxa básica terá um efeito contracionista e a inflação será contida.

PIB POTENCIAL: curva da inflação ascendente significa que o PIB POTENCIAL já foi ultrapassado.

 

3) GRÁFICO 1 – RELAÇÃO SELIC (taxa básica = ib) X TAXA DE MERCADO de lp (imlp).   

O eixo das ordenadas (vertical) mede a taxa de juro Selic. O eixo das abscissas (horizontal) mede a taxa de mercado (imlp). No ponto ibn = 5, encontro das duas curvas, dar-se-ia o ponto de equilíbrio (ponto neutro). Fazendo ib1 = 1, menor do que ibn = 5, teremos im1 = 9, maior do que ib1 = 1. A taxa básica menor do que o ponto neutro = 5, faz a taxa de longo prazo subir (expectativas de inflação). Fazendo ib2 = 9, maior do que ibn = 5, teremos im2 = 1, menor do que ib2 = 9. A taxa básica maior do que o ponto neutro = 5, faz a taxa de longo prazo cair. Quanto maior a Selic, menor a imlp; quanto menor maior a imlp.

 

 

 

 

4) GRÁFICO 2: RELAÇÃO TAXA DE JURO (i) X POUPANÇA (S) E INVESTIMENTO (I). Sabemos que em um dado momento (na fotografia, em um mercado fechado) poupança e investimentos são sempre iguais (a curva I e a curva S são iguais, formam a curva IS). Se Y = C + I (produto = renda = consumo + investimentos), temos que I = Y - C (investimentos = renda - consumo). Se S = Y - C (poupança = renda - consumo) temos que I = S (poupança = investimentos). Fazendo in = 5 (ponto neutro), teremos poupanças e investimentos iguais a 5 (equilíbrio). Fazendo im1 = 1, menor do que in = 5, teremos S 1 = 1, menor do que  I 1 = 9 (investimentos maior do que poupanças). Fazendo im2 = 9, maior do que in = 5, teremos S 1 = 9, maior do que I 2 = 1 (investimentos menor do que poupanças). Quanto maior a taxa de juro maior o estímulo a poupar (no primeiro momento) e menor o a investir; quanto menor  a taxa de juro menor o estímulo a poupar e maior o a investir (a falta de poupança interna é coberta por importadas, o excesso é exportado). Na prática a taxa de juro de mercado deve ser um pouco menor do que as expectativas da relação lucros/investimentos, mas positivos para evitar desequilíbrio entre demanda e oferta.

 

 

 

5) GRÁFICO 3 – RELAÇÃO ENTRE A TAXA DE JURO NATURAL (in) X E A TAXA DE JURO MERCADO (im).

A correlação acima, taxa básica x taxas de mercado de lp, fundamenta-se no estudo da correlação entre a taxa de juro natural (a taxa de equilíbrio ideal, virtual, mas não real) e a taxa de juro de mercado (real, formada pelo mercado, expectativas, oferta e procura), conforme gráfico abaixo.

Se in é maior do que im, teremos: expansão monetária, expansão de crédito, elevação de demanda, de preços e inflação (sucessiva e cumulativamente). OBS: se o BC coloca a ib igual ou maior do que a in ele inverte os efeitos, pois teremos uma taxa de juro real (a básica) influenciando as tendências e produzindo efeitos contrários (no lugar da natural, que é apenas a taxa ideal de equilíbrio, mas apenas virtual). 

Se in é menor do que im, teremos: contração monetária (maior oferta de crédito e menor procura), redução de demanda e de preços (deflação). OBS: raciocínio inverso acontecerá se a básica for fixada no lugar da natural (é o BC colocando uma taxa real no lugar da ideal, mas virtual) .   

 

 

6) GRÁFICO 4 - RELAÇÃO TAXA BÁSICA (ib) X TAXA DE MERCADO (im).

Se ib menor que im, teremos: expansão monetária, expansão de crédito, elevação de demanda, de preços e inflação (sucessiva e cumulativamente). OBS: raciocínio inverso ao da relação in x im.

Se ib maior que im, teremos: contração monetária (maior oferta de crédito e menor procura), redução de demanda e de preços (deflação). OBS: raciocínio inverso ao da relação in x im.

 

 

 

7) QUADRO RESUMO DAS RELAÇÕES in x im e ib x im. 

A in é uma taxa de juro de equilíbrio ideal, mas VIRTUAL. A im é uma de juro real. O BC, para equilibrar o mercado, entra fixando a taxa básica (ib) o mais próximo possível da natural (in). A melhor medida para a taxa básica é a de lp mais negociada acima de 360 dias. É o ponto definido pelas forças do mercado como o mais aceito pelos agentes econômicos. No Brasil considera-se o DI 360 ou a mais negociada acima deste ponto. Nos USA o T-Note de 2 anos, ou o ponto mais negociado acima deste ponto. Como os títulos americanos são considerados (ainda) refúgio para as reservas mundiais (inclusive privadas), deve-se analisar as taxas LIBOR  e a Prime (a distância para os T-Note).

 

RELAÇÃO TAXA NATURAL (in)  X TAXA DE MERCADO (im):

im é menor do que in, teremos: expansão monetária e inflação.

im é maior do que in, teremos: contração monetária e redução da inflação. 

RELAÇÃO TAXA BÁSICA  (ib) X TAXA DE MERCADO:

ib é maior do que im, teremos: contração monetária e redução da inflação. 

ib é menor do que im, teremos: expansão monetária e inflação.

 

im < in : - Poupança; + C; + Lucros; + I; + Salários; + NUFP; + INFLAÇÃO.

im > in : + Poupança; - C; - Lucros; - I; - Salários; - NUFP; - INFLAÇÃO.

 

NUFP (nível de utilização dos fatores de produção).

Este texto baseou-se na teoria do juro e da moeda de Wicksell (Johan Gustaf Knut Wicksell, 1851, 1926), a mais bela construção teórica em economia monetária, pela simplicidade e bom senso (todos, após ele, nadaram em seus estudos).  01/2007.

marco aurélio garcia; 01/2007.


A RESPEITO DE POLÍTICA MONETÁRIA:

1) Sozinha não resolve problemas microeconômicos, estruturais ou setoriais. A ESTABILIDADE MONETÁRIA É CONDIÇÃO NECESSÁRIA (mas não suficiente) AO DESENVOLVIMENTO E AO CRESCIMENTO ECONÔMICO;

2) A moeda neutra permite que o equilíbrio nas relações tenha como efeito uma taxa de crescimento consistente e sustentável;

3) A emissão de moeda não provoca crescimento sustentado (provoca bolhas e crises);

4) A política monetária deve contribuir para um ambiente de ESTABILIDADE  e de PREVISIBILIDADE, permitindo o alongamento do planejamento e das operações (das famílias e das empresas);

5) A estabilidade e a previsibilidade são condições para redução das taxas de juros reais e conseqüentemente do crescimento do PIB;

6) A TAXA BÁSICA DE JURO É O PRINCIPAL INSTRUMENTO DA POLÍTICA MONETÁRIA (errando nela errou em tudo);

7) A DETERMINAÇÃO DA TAXA BÁSICA IDEAL DEVE OBEDECER A AÇÃO IMPESSOAL DOS MERCADOS (um grande número de agentes, com interesses, gera resultados superiores aos alcançados pelo poder discricionário dos planejamentos centralizados). O PONTO DA CURVA DE JURO DE MERCADO MAIS NEGOCIADO É O MAIS PRÓXIMO DA TAXA NEUTRA (OU DE EQUILÍBRIO);

8) O REGIME DE TAXA DE CÂMBIO FLUTUANTE É NECESSÁRIO PARA QUE A POLÍTICA MONETÁRIA NÃO PROVOQUE DESEQUILÍBRIOS NO BALANÇO DE PAGAMENTOS.  08/2008.

 

REGIME DE METAS DE INFLAÇÃO:

a) A eficácia da política monetária depende em grande medida da sua CREDIBILIDADE;

b) Uma COMUNICAÇÃO  eficaz e o compromisso com a TRANSPARÊNCIA são fundamentais;

c) A coordenação das EXPECTATIVAS exige explicações racionais e consistentes por parte do BC;

d) O BC determina a taxa de juros de curtíssimo prazo (TAXA SELIC), mas a transmissão da política monetária se dá por meio das taxas de mercado em diferentes horizontes, que não são controladas pela autoridade monetária;

e) é possível ocorrer um descasamento entre a taxa selic e as taxas de mercado, se os agentes antecipam mudanças da política monetária, ou em períodos de incerteza ou ainda em períodos em que a política monetária perde CREDIBILIDADE.


SELIC, DI 360, IPCA, IGPM, POLÍT. MONET. EXPANS. (E), CONTR. (C) OU NEUTRA (N).

OBS: ÍNDICES MENSAIS ANUALIZADOS (índice do mês de referência anualizado).

 

MÊS

SELIC

2001

DI 360

2001

E,

C.

N.

IPCA

2001

IGPM

2001

x

SELIC

2002

DI 360

2002

E,

C.

N.

IPCA

2002

IGPM

2002

x

SELIC

2003

DI 360

2003

E,

C.

N.

IPCA

2003

 IGPM

2003

x

SELIC

2004

DI 360

2004

E,

C.

N.

IPCA

2004

 IGPM

2004

x

SELIC

2005

DI 360

2005

E,

C.

N.

IPCA

2005

 IGPM

2005

JAN. 15,25 15,44 N 7,058 7,699 x 19 20,81 E 6,426 4,406 x 25,5 29,13 E 30,06 31,84 x 16,5 15,73 C 9,38 11,08 x 18,25 18,83 C 7,19 4,78
FEV. 15,25 16,44 E 5,662 2,795 x 18,75 18,96 N 4,406 0,722 x 26,5 29,24 E 20,55 31,06 x 16,5 15,73 C 7,57 8,6 x 18,75 18,46 N 7,31 3,66
MAR. 15,75 19,82 E 4,656 6,931 x 18,5 18,53 N 7,44 1,085 x 26,5 27,14 E 15,8 19,99 x 16,25 15,24 C 5,79 14,43 x 19,25 19,19 N 7,57 10,69
ABR. 16,25 21,49 E 7,186 12,68 x 18,5 19,79 E 10,03 6,931 x 26,5 23,96 C 12,28 11,62 x 16 15,83 N 4,53 15,52 x 19,5 19,16 N 10,95 10,82
MAI. 16,75 22,99 E 5,032 10,82 x 18,5 19,9 E 2,549 10,42 x 26,5 23,53 C 7,571 -3,156 x 16 18,8 E 6,29 16,9 x 19,75 18,65 C 6,04 -2,67
JUN. 18,25 24,03 E 6,422 12,41 x 18,5 26,21 E 5,158 20,12 x 26 21,99 C 1,815 -12,68 x 16 17,03 E 8,86 17,87 x 19,75 18,15 C 0,24 -5,41
JUL. 19 25,65 E 17,18 19,27 x 18 29,01 E 15,25 26,08 x 24,5 21,32 C 2,426 -7,214 x 16 17,61 E 11,48 16,9 x 19,75 18,33 C 0,3 -4,16
AGO. 19 24,56 E 8,731 17,87 x 18 23,42 E 8,085 31,68 x 22 18,99 C 4,157 4,656 x 16 17,97 E 8,6 15,66 x 19,75 18,323 C 2,06 -8,08
SET. 19 25,92 E 3,412 3,784 x 18 29,94 E 8,99 32,92 x 20 18,06 C 9,772 15,12 x 16,25 17,04 E 4,03 8,66 x 19,5 17,91 C 4,28 -6,55
OUT. 19 24,55 E 10,43 15,11 x 21 29,7 E 16,9 57,72 x 19 17,59 C 3,536 4,656 x 16,75 17,92 E 5,4 4,78 x 19 17,60 C 9,38 7,44
NOV. 19 22,95 E 8,861 14,03 x 22 30,9 E 42,91 83,52 x 17,5 16,02 C 4,157 6,042 x 17,25 17,85 E 8,6 10,03 x 18,5 16,75 C 6,8 4,9
DEZ. 19 20,23 E 8,085 2,672 x 25 29,07 E 28,32 55,54 x 16,5 15,88 C 6,422 7,571 x 17,75 17,83 N 10,82 9,25 x 18 16,38 C 4,41 -0,12
 

MÊS

SELIC

2006

DI 360

2006

E,

C.

N.

IPCA

2006

IGPM

2006

x

SELIC

2007

DI 360

2007

E,

C.

N.

IPCA

2007

IGPM

2007

x

SELIC

2008

DI 360

2008

E,

C.

N.

IPCA

2008

 IGPM

2008

x

SELIC

2009

DI 360

2009

E,

C.

N.

IPCA

2009

 IGPM

2009

x

SELIC

2010

DI 360

2010

E,

C.

N.

IPCA

2010

 IGPM

2010

JAN. 17,25 15,83 C 7,31 11,62 x 13 12,36 C 5,41 6,77 x 11,25 12,08 E 6,676 13,39 x 12,75 11,16 C 5,91 -5,41 x 8,75 10,46 E 9,38 7,83
FEV. 17,25 15,23 C 5,03 0,12 x 13 12,1 C 5,41 3,29 x 11,25 11,92 E 6,041 6,548 x 12,75 10,62 C 6,80 3,16 x 8,75 10,75 E 9,77 15,12
MAR. 16,5 14,84 C 5,28 -2,97 x 12,75 11,85 C 4,53 4,16 x 11,25 12,69 E 5,915 9,25 x 11,25 9,79 C 2,42 -9,25 x 8,75 10,85 E 5,91 11,88
ABR. 15,75 14,68 C 2,55 -5,16 x 12,5 11,31 C 3,04 0,48 x 11,75 13,21 E 6,803 8,602 x 10,25 9,88 C 5,91 -1,81 x 8,75 11,66 E 6,04 9,64
MAI. 15,75 15,48 N 1,21 4,66 x 12 10,99 C 3,41 0,48 x 11,75 13,75 E 9,9 21,12 x 10,25 9,34 C 5,78 -0,84 x 9,5 11,54 E 5,22 15,25
JUN. 15,25 14,78 C -2,55 9,38 x 11,5 10,77 C 3,41 3,16 x 12,25 14,45 E 9,25 26,25 x 9,25 9,23 N 4,40 -1,21 x 10,25 11,86 E 0,0 10,69
JUL. 14,75 14,48 N 2,3 2,18 x 11,5 10,94 C 2,92 3,41 x 13 14,58 E 6,549 23,29 x 8,75 9,21 E 2,92 -5,28 x 10,75 11,16 E 0,12 1,815
AGO. 14,75 13,95 C 0,6 4,41 x 11,5 11,36 N 5,788 12,41 x 13 14,57 E 3,412 -3,91 x 8,75 9,2 E 1,81 -4,40 x 10,75 11,10 E 0,481 9,641
SET. 14,25 13,57 C 2,55 5,54 x 11,25 11,16 N 2,18 16,62 x 13,75 14,43 E 3,165 1,21 x 8,75 9,65 E 2,92 5,15 x 10,75 11,28 E 5,535 14,707
OUT. 13,75 13,01 C 4,03 5,79 x 11,25 11,31 N 3,66 13,55 x 13,75 15,34 E 5,535 12,4 x 8,75 9,93 E 3,41 0,60 x 10,75 11,21 E 9,381 12,816
NOV. 13,25 12,75 C 3,78 9,38 x 11,25 11,59 N 4,656 8,601 x 13,75 15,34 E 4,406 4,65 x 8,75 10,12 E 5,03 1,21 x 10,75 11,94 E 10,43 18,857
DEZ. 13,25 12,38 C 5,91 3,91 x 11,25 12,05 E 9,25 23,29 x 13,75 12,17 C 3,412 -1,57 x 8,75 10,46 E 4,53 -3,16 x 10,75 12,03 E 7,83 8,6015

 

MÊS

SELIC

2011

DI

360

 

E,

C.

N.

IPCA

 

IGPM

 

SELIC

2012

DI

360

 

E,

C.

N.

IPCA

 

IGPM

 

 

SELIC

2013

DI

360

 

E,

C.

N.

IPCA

 

 IGPM

 

SELIC

2014

DI

360

 

E,

C.

N.

IPCA

 

 IGPM

 

SELIC

2015

DI

360

 

E,

C.

N.

IPCA

 

 IGPM

JAN. 11,25 12,44 E 10,4275 9,9029 x 10,5 9,55 C 6,9309 3,0416   7,25 7,26 E 10,82 4,1572   10,5 11,77 E 6,80 5,92   x x x x x
FEV. 11,25 12,62 E 10,0338 12,682   10,5 9,41 C 5,53567 -0,722   7,25 7,76 E 7,4424 3,5360   10,75 11,22 E 8,6016 4,6565   x x x x x
MAR. 11,75 12,29 E 9,90295 7,699   9,75 8,96 C 2,5493 5,2838   7,25 7,92 E 5,7881 2,5493   10,75 11,38 E 11,616 21,98            
ABR. 12,00 12,58 E 9,6415 5,5356   9,00 8,33 C 7,9562 10,691   7,50 8,01 E 6,8033 1,8149   11,00 11,30 E 8,3429 9,7722            
MAI. 12,00 12,45 E 5,7881 5,2838   8,50 7,93 C 4,40657 12,95   8,0 8,67 E 4,5315 0,00   11,0 11,10 E 5,6618 -1,5712            
JUN. 12,25 12,65 E 1,8149 -2,1815   8,50 7,57 C 0,9642 8,2139   8,0 9,39 E 3,165 9,3881   11,0 10,91 C 4,9070 -3,1638            
JUL. 12,50 12,58 E 1,93698 -1,449   8,0 7,46 C 5,2838 17,319   8,5 9,29 E 0,3606 3,1650   11,0 10,97 C 0,12 -7,9562            
AGO. 12,0 11,22 C 4,53147 5,4096   7,50 7,49 C 5,0325 18,576   9,0 10,19 E 4,2291 1,8149  

11,0

11,09

E

x

3,2885

           
SET. 12,0 10,39 C 6,54871 8,0850   7,50 7,48 C 7,0585 12,281   9,0 10,07 E 4,2818 19,518                        
OUT. 11,5 10,30 C 5,2838 6,5487   7,25 7,24 C 7,3143 0,2402   9,5 10,50 E 7,0585 7,7856                        
NOV. 11,50 9,66 C 6,42159 6,1678   7,25 7,17 C 7,4424 -0,3605   10 10,6 E 6,6759 3,5360                        
DEZ. 11,0 10,04 C 6,16778 -1,4495   7,25 7,14 C 9,9029 8,4722   10 10,57 E 11,616 7,4424                        

 


2 ) RELAÇÃO SELIC X DI 360 X IGPM X IPCA 

OBS: ÍNDICES MENSAIS ANUALIZADOS (índice do mês de referência anualizado), i real = CDI - IRF - IGPM.  

A política monetária praticada foi expansionista (SELIC menor que DI 360, associada a i real negativo e a déficit público nominal). A inflação começou a descontrolar. Com o início dos aumentos da Selic iniciou-se o processo de correção (pol. monet. reativa).


Ano de eleição presidencial. A insegurança passada para o mercado pela aparente eleição do Lula fez o DI 360 subir (todas as taxas de lp subiram). O IGPM de Nov. foi para 83,52%, o IPCA foi para 42,91% (é bem verdade que as quedas da Selic iniciadas em Fev. foram erradas. Políticas?). 

 


As declarações do MF Palocci, a designação para a presidência do BC do Meirelles (executivo com prestígio no mundo financeiro internacional) e o aumento da Selic, conseguiram inverter as expectativas e a tendência das taxas de lp (e conseqüentemente da Selic). O BC foi obrigado fixar selic que proporcionou i real absurdamente positivo (foi o custo para reverter expectativas).


OBS: ÍNDICES MENSAIS ANUALIZADOS (índice do mês de referência anualizado),  

            Obs: em maio o DI 360 ultrapassou a Selic, aí começou a imprudência na política monetária. Em março o i real começou a ser negativo. Em set. o BC iniciou a correção da pol. monetária.


O ano da correção da Pol.Monet. frouxa (demagogia) de 2004. A dosagem foi alta mas conseguiu eliminar a memória inflacionária e provar a força da Política Monetária. O BC passou a ser acreditado.


O ano da responsabilidade, do equilíbrio e dos frutos (o DI 360 caiu de 15,83 para 12,38; a SELIC de 17,25 para 13,25).


OBS:  ÍNDICES MENSAIS ANUALIZADOS (índice do mês de referência anualizado), 

Em setembro a Selic não poderia ter caído para 11,25% (a Pol. Monet. deve antecipar-se, ser preventiva). As taxas de juro de longo prazo começaram a subir. O i real já estava negativo desde agosto (o IGPM do mês, anualizado, bateu 12,41%). A demanda explodiu (a velocidade de crescimento muito superior à oferta), as expectativas começaram a reverter (IGPM e IPCA ascendentes após queda imprudente da Selic). Não deram a parada necessária para esperar os efeitos das quedas anteriores (o pico dos efeitos ocorre entre o 6º e o 9º mês). A mensagem passada de falta de harmonia entre o MF (discurso contraditório à política do BC) e o BC influenciou as expectativas negativamente.


OBS: as taxas mensais SELIC, DI 360, i real, IGPM e IPCA estão anualizadas (a taxa do mês elevada a 12).

 

 

COPOM 17/ABRIL, corretamente, mas tardiamente, subiu a Selic em 0,5% (em 16/04/2008). Pol. Monet. reativa (seria preventiva se um processo de altas não fosse necessário.).

COPOM 05/JUNHO -tornou a aumentar a Selic em 0,5%, indo para 12,25% (ainda expansionista, pois a taxa de juro de mercado de 1 ano estava em 14%).

COPOM 24/JULHO - corretamente, sobe a Selic para 13% (a taxa de 1 anos estava em 14,58%). A ação firme do presidente afirmando seu compromisso em não permitir o retorno da inflação, e a exigência para que o MF apóie o BC em sua política, passou confiança ao mercado e influenciou as expectativas positivamente. Após altas próximas de hiperinflação, o IGPM (e o IPCA) retrocedeu em AGO./08 (queda de commodities e efeito das expectativas).

COPOM 11/SET. - corretamente o COPOM subiu a Selic para 13,75%.

CRISE (17/09/2008): A crise estourou, sem controle, nos USA (LIQUIDEZ, CRÉDITO E CONFIANÇA. Emoção x Razão). A relação Selic x DI 360 perde importância para o gerenciamento dos efeitos da crise (Balanço de Pagamentos).

COPOM 29/OUT - o COPOM mantém a Selic (DI 360 ainda acima da selic).

COPOM 11/DEZ. - Em 11/12 o COPOM  mantém a Selic apesar do DI 360 estar abaixo de 13% (reversão das expectativas para redução brusca das atividades). Uma queda da selic (0,75%) seria aconselhável.


OBS: as taxas mensais SELIC, DI 360, i real, IGPM e IPCA estão anualizadas (a taxa do mês elevada a 12). i real = CDI - IRF (20%) - IGPM.

 

 

COPOM 11/DEZ./08: O IPCA de jan. 0,48%; o de fev 0,55%; a valorização do dólar (risco de repasse aos preços de importados e exportados) e os efeitos das medidas monetárias e fiscais ainda não totalmente realizados, justificam, em parte, a decisão do COPOM de dez./08 (manter a Selic em 13,75%).

COPOM 21/JAN. - foi correta a decisão da cair a selic para 12,75%.

COPOM 12/MAR. -  foi correta a decisão de cair a selic para 11,25%.

COPOM 30/ABR./09: Considerando que os efeitos das medidas monetárias e fiscais ainda não foram todos realizados, a alta da bolsa, dos aluguéis e dos preços dos imóveis, os IPCM de dez./08 a abr./09 = 0,52%; 0,58%; 0,75%; 0,40%; 0,43%; 0,58%, foi correta a decisão do COPOM de cair a Selic apenas 1% (para 10,25%) na reunião de abr./09. 

COPOM 11/JUN./09: dia 10/06 o DI 360 estava em 9,67%, dia 12/06 (após selic de 9,25%) passou para 9,36%. O IPCA acumulado até jun. (6 meses), 2,57% (a meta seria 2,225%), 15,5% acima da meta. Para que não supere 4,5%, no período jun. a dez. de  2009, poderá subir no máximo 1,88164% (= 0,3111758% a.m, a meta é 0,36748% a.m). Os preços no atacado estão muito abaixo da meta (podem ser repassados para os preços aos consumidores). Os alugueis e preços dos imóveis continuam subindo acima do IPCA. A redução da Selic em 1% na reunião do COPOM de 11/06/09 (caindo para 9,25%) foi imprudente, considerando o IPCA e os IPCs estarem subindo muito acima da meta para este ano (contraria o argumento de folga no PIB potencial, hiato no produto localizado em atividades exportadoras).

COPOM 23/JUL./09 - Queda de 0,5%. O BC  desconsiderou os efeitos das quedas anteriores da Selic ainda não ocorridos (queda imprudente). O efeito expansionista da taxa básica é maior nos preços dos ativos (bolha) do que na economia como um todo (e não tem sustentação).

COPOM 03/SET.//09 - A Selic foi mantida. O previsível aumento dos juros futuros aconteceram (o DI 360 foi para 9,65%).

COPOM 23/10/09: A Selic foi mantida. O DI 360 foi para 9,93.

COPOM 09/12/2009: Selic mantida em 8,75%, DI 360  10,26 (30/12 = 10,4), inflação na meta, alugueis subindo 50%, investimentos acelerando, bolsa recorde em pontos.


RELAÇÃO SELIC X DI 360 X i real X IGPM X IPCA - 2010

OBS: as taxas mensais SELIC, DI 360, i real, IGPM e IPCA estão anualizadas (a taxa do mês elevada a 12). i real = CDI - IRF (20%) - IGPM.

 

BOLHA = resultado de política monetária Expansionista e Imprudente, combinação de taxa básica menor do que taxa neutra (DI 360) e negativa (menor do que inflação.). Os preços dos ativos (e dos alugueis) sobem acima dos IPCs (fuga da moeda como ativo). 

COPOM 28/01/2010: apesar de todos os avisos de risco de descontrole do processo inflacionário, a Selic foi mantida em 8,75% (CDI 360 dez. 10,4; jan. 10,46%).

COPOM 17/03/2010: IGPM de jan. 0,63; fev. 1,18; IPCA de jan. 0,75; fev. 0,78, apesar dos avisos o COPOM manteve a Selic em 8,75%. CDI 360 mar. 10,85%.

COPOM 29/04/2010: A Selic foi aumentada em 0,75%, indo para 9,5% (corretamente). CDI 360 11,47%..

COPOM 09/06/2010: A Selic foi aumentada em 0,75% indo para 10,25% (corretamente). DI 360 11,52%. O i real vem negativo desde janeiro (isto faz os preços dos ativos que não moeda subir acima da inflação. Provoca fuga da moeda como reserva de valor.). Em 30/06 o DI 360 foi para 11,86%.

COPOM 22/07/2010:  A Selic foi aumentada em 0,5%, indo para 10,75% (DI 360 11,36%). IPCA de jun. caiu para 0%. IPCA 15 negativo, o de julho 0,01. Em 30/07 DI 360 caiu para 11,16%. IGPM de julho caiu para 0,15%. Bolsa subiu 10,8%.

COPOM 02/09/2010: DI 360 11,10%; IGPM 1,15%; Bolsa ago. -3,51%; IPCA 0,04%; SELIC 10,75%.

COPOM 20/10/2010: DI 360 11,21; IGPM 1,01; Bolsa 1,28; US$ 0,42%; IPCA 0,75%.

COPOM 08/12/2010: DI 360 11,94%; IGPM 1,01%; Bolsa -4,20%; US$ 0,86%; IPCA 0,83%. O i real negativo 10 meses em 11 (é o pior dos mundos para o processo inflacionário).


RELAÇÃO SELIC X DI 360 X i real X IGPM X IPCA - 2011

OBS: as taxas mensais SELIC, DI 360, i real, IGPM e IPCA estão anualizadas (a taxa do mês elevada a 12). i real = CDI - IRF (20%) - IGPM.

COPOM 20/01/2011: A selic foi aumentada em 0,5%. O processo inflacionário ameaça retornar, resultado de selic negativa em 2010 (IGPM).

COPOM DE 02/03/2011: A Selic subiu para 11,75% (em jan. e em fev. o i real continuou negativo).

COPOM DE 20/04/2001: a Selic foi aumentada em 0,25%, indo para 12%. O BC perdeu uma oportunidade de ganhar as expectativas. O volume negociado na curva de juros, em 20/04/2011, estava 92,58% abaixo do prazo de 1 ano, 43,04% abaixo de 30 dias (uma anomalia, quase retorno ao over-night e à indexação). Apenas 7,42% das operações estão acima de 1 ano. O BC tem obrigação de olhar isto também.

COPOM DE 08/06/2011: a Selic foi aumentada para 12,25%. O volume negociado na curva de juros continua concentrado nos 12 primeiros meses (insegurança e baixa previsibilidade). o i real IGPM subiu (o IGPM caiu).

COPOM 21/07/2011: a Selic foi aumentada para 12,5%. O i real IGPM foi novamente positivo. O DI 360 caiu para 12,58. Para que os efeitos de baixa nas taxas de juros futuras continuem necessário mais um aumento na Selic (0,25). EFEITOS DA CRISE DOS USA (AAA, PARA AA+): a crise dos USA e do Euro, com possibilidade de retorno da recessão, fez as taxas de juros futuros brasileiras caírem. Em 08/08 o DI 360 já havia caído para 12,13% (significa mudança da política monetária de expansionista para contracionista).

COPOM 31/08/2011: a Selic foi reduzida para 12%. O i real IGPM positivo. O DI 360 caiu para 11,22%; 0,78% menor que a Selic. Em 30/9 o DI 360 caiu para 10,39%.

COPOM 21/10/2011: a Selic foi reduzida para 11,50.O i real IGPM em out. foi de 0,174%. O DI 360 em 31/10 foi de 10,30% (1,2% menor do que a Selic).

COPOM 30/11/2011: a Selic foi reduzida para 11% (01/12), o DI 360 em 30/11 9,66% (1,34% menor do que a selic), o i real IGPM em nov. foi 0,188%.


 

COPOM 19/01/2012: a Selic caiu para 10,5%. DI 360 9,55%. O i real em dez. foi 0,84% e em jan. 0,46%.

COPOM 08/03/2012: a Selic caiu para 9,75%. O DI 360 estava em 8,86%. O i real de fev. foi de 0,65%, o de março 0,22. Em 30/03 o DI 360 foi para 8,96%, o ponto mais negociado com venc. em jan./14; 9,52%. O IPCA de março caiu para 0,21%.

COPOM 19/04/2012: a selic caiu para 9,00%; o i real passou para negativo -3,536; em 30/04 o DI 360 foi para 8,33%; o ponto mais negociado jan./14 8,77%. o maior volume negociado abaixo de 1 ano (isto descaracteriza a curva e é um aviso de insegurança e falta de previsibilidade).

COPOM 31/05/2012: a selic caiu para 8,5%. O DI 360 para 7,93%. O ireal foi negativo pelo segundo mês consecutivo -5,3593% a.a (a fuga da moeda para ativos que não moeda já iniciou com formação de bolhas). O custo do TN com os títulos corrigidos por IGPM altíssimos.  

COPOM 11/07/2012: a selic foi reduzida para 8,0%. O i real negativo desde abril (são 4 meses seguidos). A inflação irá começar processo de descontrole se a política monetária demagógica  e eleitoral continuar.

COPOM 29/08/2012: A Selic caiu para 7,5% (ano de eleições). O processo inflacionário se instala novamente (é o sexto mês de juro muito negativo). 

COPOM 10/10/2012: A Selic caiu para 7,25% (o DI 360 = 7,25).

COPOM 29/11/2012: A Selic foi mantida em 7,25% (DI 360 = 7,17%). IGPM 0,68 (ano 7,82). IPCA 0,79% EM DEZ. E 5,84% no ano.


 

COPOM 17/01/2013: a Selic foi mantida em 7,25% apesar de todos os avisos de início de retorno do processo inflacionário.

COPOM 07/03/2013: a Selic foi mantida em 7,25%.

COPOM 18/04/2013: a Selic foi aumentada para 7,50.

COPOM 29/04/2013: a Selic foi aumentada para 8,0.

COPOM 11/07/2013: Selic 8,50%

COPOM 29/08/2013: a Selic subiu para 9,0%. COPOM 09/10/2013: selic 9,5%.COPOM 28/11 selic 10,0.

 


 

 

3) RELAÇÃO FLUXOS CAMBIAIS (saldos) X VAR. CAMBIAL X SELIC X DI 360.

COMENTÁRIO: os dados da tabela e do gráfico demonstram que os fluxos financeiros negativos entre 2003  e 2006 não conseguiram desvalorizar o Real (o fluxo comercial positivo mais do que compensou). O fluxo total foi positivo no período 2003 a 2007. A SELIC manteve-se, prudentemente, pouco acima dos DI 360, o que permitiu uma tendência descendente das taxas longas de juros e um índice de crescimento do PIB ascendente e sustentado (sem taxa básica de juro abaixo da de longo prazo, o que provoca crescimento demagógico, as famosas bolhas). 


COMENTÁRIO: Apesar do fluxo financeiro ter se mantido negativo no período 2003 a 2006 o Real valorizou-se (o fluxo comercial foi positivo).

 


4) A INFLAÇÃO: RELAÇÕES 2004 E 2007/08.

 

RELAÇÃO SELIC X DI 360 X IGPM X IPCA X US$ X i real 

 

2004 JAN FEV. MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 2004 JAN./05 FEV. MAR.
SELIC a.a 16,5 16,5 16,25 16 16 16 16 16 16,25 16,75 17,25 17,75 X 18,25 18,75 19,25
DI 360 a.a 15,73 15,73 15,24 15,83 18,8 17,03 17,61 17,97 17,4 17,92 17,85 17,83 X 18,83 18,46 19,19
CDI (-IRRF) a.m 1,008 0,82 1,096 0,936 0,976 0,976 1,024 1,032 0,992 0,968 1 1,184 12,92 1,104 0,976 1,216
IGP(M) a.m 0,88 0,69 1,13 1,21 1,31 1,38 1,31 1,22 0,69 0,39 0,82 0,74 12,41 0,39 0,3 0,85
IPCA(IBGE) a.m 0,76 0,61 0,47 0,37 0,51 0,71 0,91 0,69 0,33 0,44 0,69 0,86 7,6 0,58 0,59 0,61
i real = CDI - IRF - IGPM a.m 0,128 0,13 -0,34 -0,234 -0,334 -0,404 -0,286 -0,188 0,302 0,578 0,18 0,74 0,51 0,714 0,676 0,366
i real = CDI - IRF - IPCA a.m 0,248 0,21 0,626 0,606 0,466 0,266 0,114 0,342 0,662 0,528 0,31 0,324 5,32 0,524 0,386 0,608
US$ - % a.m 1,7894 -0,92 -0,1784 1,2411 6,262 -0,69 -2,297 -0,093 -2,56 -0,073 -4,404 -2,79 -8,13 -1,12 -1,14 2,744
                                 
2007 JAN FEV. MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ 2007 JAN./08 FEV. MAR.
SELIC a.a 13 13 12,75 12,5 12,5 12 11,5 11,50 11,25 11,25 11,25 11,25 X 11,25 11,25 11,25
DI 360 a.a 12,36 12,1 11,85 11,31 10,99 10,77 10,94 11,36 11,16 11,31 11,59 12,08 X 12,08 11,92 12,19
CDI (-IRRF) a.m 0,864 696 0,84 0,75 0,816 0,72 0,776 0,79 0,64 0,736 0,672 0,672 9,456 0,736 0,64 0,67
IGP(M) a.m 0,5 0,27 0,34 0,04 0,04 0,26 0,28 0,98 1,29 1,05 0,69 1,76 7,75 1,09 0,53 0,74
IPCA(IBGE) a.m 0,44 0,44 0,37 0,25 0,28 0,28 0,24 0,47 0,18 0,3 0,38 0,74 4,46 0,54 0,49 0,48
i real = CDI - IRF - IGPM a.m 0,364 0,426 0,5 0,71 0,776 0,46 0,496 -0,19 -0,65 -0,314 -0,02 -1,09 1,706 -0,354 0,11 -0,07
i real = CDI - IRF - IPCA a.m 0,424 0,258 0,47 0,5 0,536 0,44 0,536 0,306 0,46 0,436 0,292 -0,06 4,996 0,196 0,15 0,19
US$ - % a.m -0,62 -0,301 -3,2 -0,805 -5,16 -0,14 -2,52 4,495 -6,27 -5,16 2,276 -0,695 -17,15 -0,62 -4,374 3,909

 

OBSERVAÇÕES NAS TABELAS ACIMA:

2004: Em maio o DI 360 supera a Selic (a política monetária inicia o ciclo expansionista). O rendimento negativo (SELIC - IRF - IGPM) começou em março, os agentes econômicos para fugir do juro negativo e da depreciação da moeda refugiam-se em compras - ativos e consumo. A valorização cambial não foi capaz de impedir os aumentos do IGPM e do IPCA. O simples anúncio do COPOM de que iniciaria a correção da SELIC reverteu as expectativas da inflação (setembro). A queda das taxas de juros de mercado só começaram quando a selic atingiu 18,75% (fev. de 2005).

2007: repetição de 2004.